Quando é tarde demais, encontro o amor que te dedico. Tarde demais, quando deixaste de existir, querida. Tarde demais... e quando quieta, a relembrar-te fico... Penso ter menos razão agora, a minha vida! Parece ainda maior, a nossa casa tão mimosa... E em cada canto, existe muda uma sentença. No teu jardim, contida em cada rosa, Sinto mais viva a chama da tua presença. E nós teus filhos, saudosos, sós, acabrunhados, Sentimos percorrer-nos, gélido arrepio, Quando em teu quarto, olhos marejados, Fitamos a tristeza de um leito vazio. Aos pés do leito, quieto, muito amigo, Numa atitude fraca, sem conformação, Cabeça a repousar no teu chinelo antigo, Tão branco e belo está fiel, teu cão! Foi muito triste te perder, confesso! Beijar tua mão fria, em derradei...