Inania Verba (Olavo Bilac)


                                                                                                      


Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
- Ardes, sangras, pregada à tua cruz e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...
O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada, abafa a Idéia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.
Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?
E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?

Comentários

Zé Carlos disse…
Que saudades de ti, menina linda, achei que estava de férias viajando para longe..... Beijão do ZC
Boa noite meu amigo
Viajarei em breve, férias merecidas... ainda não escolhi o destino, confesso que seu blog sonhos tem me inspirado bastante.

São tantos lugares lindos que fica díficil escolher. Mas o Pantanal é um antigo sonho depois das cidades históricas de Minas.
Um forte abraço.

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