Depois

É incrível como às vezes deixo tudo para depois, adio as respostas, contorno os problemas e como não dizer, empurro a poeira pra debaixo do tapete. Até que não dá mais pra fugir, aí eu penso um pouco na melhor solução e decido. Caramba, nem sempre faço o melhor.
Ultimamente tenho levado várias rasteiras da vida, nunca estive tão despreparada. Me vejo de mãos atadas e o pior sem poder fazer nadinha. Eu acho que o melhor a fazer é deixar pra lá. Tem questões antigas que nunca achei solução e acredito que jamais acharei. São aqueles casos inexplicáveis que por mais que eu tente nem Freud acharia explicação.
Nos últimos dias tenho me sentido perdida e desfocada, sem um meio comum onde co- existir, por onde passo não encontro semelhança de mim em ninguém e me perco em meio a tantas possibilidades de me reencontrar. Não posso esperar que as outras pessoas supram minhas necessidades momentâneas, preciso aprender a me suprir conscientemente. Não posso viver à espera de algo que talvez nunca aconteça. Eu sei o quanto é duro essa incansável procura, ano após ano e assim o tempo foge de mim... E as esperanças rareiam a medida que o tempo escoa na ampulheta da vida e persisto em ser como sou, assim crédula e paciente.
Então só há uma saída, continuar sorrindo e acreditando que amanhã será melhor que hoje, mas no fundo sei que não será...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ninguém aprecia quem prefere o outro lado da rua...